segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Estrada sem fim
Quando parei para observar atentamente uma situação cotidiana, percebi que nunca encontrei uma estrada que tivesse fim. Apesar de óbvio, apesar recentemente constatei tal afirmação.
Um dos maiores prazeres de minha vida é pegar o volante de um carro e viajar – com ou sem rumo – eu gosto da estrada, sempre gostei, sempre vivi nela – respeitando e desrespeitando os limites. Acho que por isso, por essa vivência constante, por essa presença insistente dela em minha vida, que eu não pude perceber a imensidão de seus caminhos.
Ter a estrada nas mãos, nos pés e principalmente na alma me fez perdê-la um pouco de cada vez. Afinal, se ela já era minha – eu estava nela e ela em mim – não via motivos para me interessar se haviam novas vias, retornos nunca antes trafegados, ou curvas que não deveriam ter sido feitas em alta velocidade e mesmo assim eu sempre fiz.
Olhar para a estrada de um modo diferente, como se todos os seus caminhos fossem novos, a torna mais atrativa pra mim. Porém conheço as leis, não posso dirigir na contramão, se quero rever a estrada, a mesma estrada pela qual tanto viajei, terei de encontrar um retorno e não pensar no que vem pela frente da estrada sem fim e percorrê-la novamente desde o seu primeiro quilometro – espero que o preço da gasolina não tenha subido muito!
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