domingo, 11 de dezembro de 2011
O jogo do tempo
É certo que não havia muita chance pra ela, contudo, já tinha perdido, não iria desperdiçar mais uma oportunidade de reconquistar seu grande amor.
Há anos eles se separaram – talvez por intrigas e mentiras, mas existia também uma necessidade de ambos manterem-se afastados por algum tempo.
O arrependimento já a possuíra há muito tempo, entretanto faltava a coragem de atravessar as
fronteiras do país para pedir perdão. Pensava em tentativas frustradas em que nunca haveria uma reconciliação.
Houve uma data, porém, que se coração resolveu falar mais alto, exigindo alguma felicidade, mesmo que mínima! Ela sem demora fez suas malas e rumou pra Europa.
Chegando ao Velho Continente, soube que, apesar da proximidade entre a casa de seu amado e o hotel em que ela se hospedou, não poderia, ainda, revê-lo – ele estava trabalhando fora do país e retornaria no fim do dia em um jato fretado pela empresa da qual era sócio mesmo antes de conhecê-la.
A noite chegou ao fim e não se soube uma única notícia do homem – possivelmente as negociações não deram muito certo. Mas a moça não desistiria por conta desse simples contratempo. Continuou esperando.
Passados três dias ela começou a se preocupar. Então foi a sede da empresa e ficou sabendo que o retorno de sua antiga paixão deveria acontecer a qualquer momento. O que ela não poderia prever é que a sua insistência gerou desconfiança na secretária. Essa ligou ao seu patrão informando do ocorrido – o reencontro não seria mais uma surpresa!
A secretária no intuito de apenas cumprir seu dever acabou fazendo uma descrição tão perfeita da mulher alta de longos cabelos pretos que conseguiu ouvir o coração do seu interlocutor do outro lado da linha telefônica – o homem teve certeza de que sua amada finalmente voltara!
Como bom apaixonado também permitiu que seu coração ditasse as regras do jogo e a maneira como ele deveria agir. Considerou encerradas todas as negociações e foi em busca do transporte que o levaria de volta aos braços de sua amada.
Os corações pareciam uni-los. Cupido, provavelmente estava feliz com mais um trabalho. Contudo algum deus maior não concordava com a união, pois o homem só conseguiu partir ao fim da tarde. Quase nenhum piloto queria decolar com o temporal que se anunciava no céu.
Como algo raro para aquela região a tempestade realmente caiu, destruindo tudo ao seu redor, e o pequeno jato, claro, não era nada além de um alvo fácil, mesmo na imensidão do céu. Por causa da escassa visibilidade, em poucos minutos a aeronave chocou-se contra uma montanha. Jamais os amantes se veriam novamente!
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E nada de final feliz... rs. Abração, Fabiana.
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