quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Marina
Seus olhos claros gritavam pedindo atenção. Todo seu corpo dançava ao ritmo da alucinante música que tocava no lugar. E eu só reparava em seus cabelos tão negros quanto a noite. A mulher mais linda que eu já vira. Seu corpo parecia uma escultura – não fosse o movimento tão perfeito de seu corpo e seus braços diria que era a própria Vênus de Milo.
Quis aproximar-me. Hesitei. Tive medo que eu pudesse estragar tudo, falar a coisa errada e, assim, perder a chance de visitar o Olimpo.
Ao me ver frente a frente com aquela pintura humana me senti mais homem. Vi seus lábios sorrindo pra mim. E como eram perfeitos! Tão carnudos e rosados que pareciam uma alucinação.
Ela tomou a iniciativa. Deu alguns passos em minha direção e ofereceu a bebida que tomava, um líquido verde, não parecia ser algo muito forte, mas talvez eu estivesse enganado – era absinto.
- Qual seu nome? – Me surpreendi por ela tomar a iniciativa, porém não hesitei em continuar a conversa, poderia me agradar mais do que o esperado.
- Breno. E o seu?
- Marina – respondeu sorrindo, depois continuou dançando. Deixou seu copo em minha mão. Jamais saberei o que mais me embriagou naquele dia: a beleza de Marina ou o doce sabor do absinto.
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Então Rodrigo é mesmo escritor... Deus te abençoe!
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