quarta-feira, 12 de outubro de 2011
À vida
Acendo um cigarro, sento na varanda de minha casa e observo sozinho o pôr-do-sol. Nunca ele foi tão triste! A fumaça encobre grande parte do que posso enxergar daquele globo enquanto minha mente voa além do imenso mar que tenho à minha frente. De que adianta tanta luz, tanta beleza, se logo tudo fica escuro e igual?
Atento-me novamente a todo aquele esplendor, vejo as aves no céu, buscando não sei o que, mas com uma liberdade irrestrita para isso. Os pássaros mais próximos de mim cantam, mas não sou capaz de ouvir tal beleza, meu mundo está limitado às paredes da casa onde moro. Qualquer ruído de fora pra mim não é nada além de um ruído.
Levo as mãos ao bolso. Meu maço acabou! Olho pra fora mais uma vez com um olhar desdenhoso. Levanto pra pegar um novo cigarro. Nem olho pra trás, não vejo necessidade – amanhã tudo será igual de novo!
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Eis a rotina...
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